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Uma coluna de Taga e o capitel dela pesam várias toneladas cada. Os chamorro não tinham roda, nem animal de tração, nem guindaste, e mesmo assim puseram doze dessas peças de pé, alinhadas, com o capitel encaixado no topo.
Ninguém registrou como. Os missionários espanhóis que chegaram a Guam em 1668, com o jesuíta Diego Luis de San Vitores, descreveram casas sobre latte, mas nenhum deles viu erguerem um pilar do porte de Taga.
As hipóteses do transporte
A leitura mais aceita é a do arrasto sobre troncos roliços, com cordas de fibra de coco e muita gente puxando. Para Taga, o trajeto curto entre a rocha e a casa ajuda essa conta.
Para erguer, a hipótese corrente é a da rampa de terra. A coluna seria arrastada de pé por uma rampa e tombada para dentro de um buraco, e o capitel subiria por outra rampa até encaixar no alto.
Nenhuma escavação em Taga achou o vestígio de uma rampa, e a terra em volta foi remexida demais por séculos de lavoura e de guerra para guardar esse sinal.
A lenda contra a pedreira
A tradição oral dá a Taga o crédito inteiro. Numa das versões contadas em Rota e Tinian, ele brigou com os chefes de Rota, deixou a ilha e levou o ofício para Tinian, onde ergueu a casa maior.
A lenda explica a mudança de ilha, mas não fecha com a geologia. Os arqueólogos atribuem as pedras de Taga ao calcário do próprio Tinian, e não às colunas de As Nieves.
A história contra a lenda
Há uma segunda explicação para a pedreira parada, sem herói nenhum. Entre 1668 e o começo do século XVIII, as guerras com os espanhóis e as epidemias derrubaram a população chamorro.
Os espanhóis concentraram os sobreviventes do norte em Guam, na política de reunir os nativos em vilas controladas pela missão. Tinian ficou vazia, e foi vazia que a esquadra de Anson a encontrou em 1742.
Nessa leitura, ninguém largou As Nieves por briga ou mudança. O mundo que precisava de casas daquele porte acabou, e a obra ficou na vala.
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Se a segunda leitura estiver certa, a pedreira de Rota é o retrato do dia em que uma arquitetura inteira parou.
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Nenhuma das duas tem data na rocha. As colunas não trazem inscrição, e o carvão das fogueiras dos canteiros, se existiu, nunca foi datado.
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