O cemitério de Varna que tem ouro e não tem ninguém
Em outubro de 1972, uma escavadeira que abria vala para cabo elétrico na zona industrial de Varna, na costa búlgara do mar Negro, rasgou um cemitério de cerca de 6.500 anos que devolveu mais de três mil peças de ouro trabalhado, mais do que todo o resto do planeta reunido naquela época, e algumas das covas mais ricas do sítio, como a que guardava uma máscara de barro com diadema, brincos e placas de ouro no lugar do rosto, foram montadas com o enxoval inteiro e sem ninguém dentro, sem que se saiba quem era honrado ali, por que aquela gente já separava tanta riqueza em tão poucas mãos antes de a escrita existir, nem o que apagou a cultura do baixo Danúbio poucos séculos depois