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O grupo de Jungnim-ri, em Gochang, é o conjunto mais denso de dólmens da Coreia. O parecer do ICOMOS de 2000 contou ali mais de 440 pedras, distribuídas em faixa pela base dos morros, quase todas viradas para o vale.
A densidade surpreendeu os próprios avaliadores. Em poucas partes do mundo tantos monumentos de pedra dividem um terreno tão curto, e em Gochang eles convivem com casas, hortas e um museu aberto em 2008 para receber visitantes.
Mesa, tabuleiro e tampa
Os arqueólogos coreanos separam os dólmens em três formas, e Gochang tem as três:
• Takja-sik (em forma de mesa): lajes altas formam uma câmara acima do chão e a tampa repousa sobre elas. É o tipo mais comum no norte da península.
• Baduk-pan-sik (em forma de tabuleiro de baduk, o jogo coreano de pedras pretas e brancas): uma tampa grossa sobre pedrinhas baixas, com a câmara enterrada embaixo. Predomina no sul.
• Gaeseok-sik (só de tampa): a pedra deita direto sobre a cova, sem apoio à vista.
Em Gochang, as três formas dividem a mesma encosta. |
A mistura importa. Se cada forma pertencesse a um povo ou a uma época, Gochang teria recebido várias levas de construtores, ou um único grupo que conhecia todos os modelos.
A pedreira de Hwasun
Os dólmens de Hwasun ficaram esquecidos no mato até 1995, quando uma prospecção (a busca de vestígios a pé, antes de qualquer escavação) do museu da Universidade Nacional de Mokpo registrou o conjunto no vale.
O que Hwasun tem de raro é a origem das pedras. Nas encostas sobre os dólmens ficaram as paredes de rocha cortadas e blocos abandonados no meio do caminho, prova de que a tampa era tirada do próprio morro e descida até o lugar da cova.
A idade veio da cerâmica. As câmaras que guardavam algo deram cacos do período Mumun (sem decoração, pela louça lisa que o define), a Idade do Bronze coreana, e o parecer da UNESCO situa a maior parte dos dólmens no primeiro milênio antes de Cristo.
O pouco que apareceu
Quando havia objetos, eram poucos e escolhidos. Surgiram adagas de pedra polida, pontas de flecha, potes de hongdo (a cerâmica vermelha brunida) e, em raros casos, a adaga de bronze em forma de alaúde, o bipa-hyeong donggeom, uma lâmina cara que nem toda aldeia possuía.
Muitas outras câmaras, quando abertas, devolveram só terra.
O registro fixa a forma, o número, a pedreira e a época. Ele não diz por que tanta câmara estava vazia.
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