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O que está firme é a matéria: o diâmetro, a contagem, a espécie, a idade aproximada e o inventário do que havia dentro. O que segue aberto é a função, e a linha de ataque mudou de lugar. Saiu da pá e foi para o laboratório.
Em 2025, um estudo publicado na revista Quaternary Environments and Humans levou 39 amostras de osso do anel para análise biomolecular, sob coordenação de Alba Rey-Iglesia, com participação de Alexander Pryor e Eline Lorenzen.
A sexagem por proteína funcionou em trinta indivíduos e devolveu maioria de fêmeas. O número importa porque manada de mamute era grupo de fêmeas e filhotes conduzido por uma matriarca, enquanto o macho adulto vivia sozinho.
O DNA mitocondrial de dezesseis amostras separou seis linhagens maternas distintas. Os mamutes do anel não saíram todos do mesmo grupo familiar, o que descarta a imagem simples de uma única manada abatida numa única temporada.
Dez datações novas de radiocarbono acharam a discrepância mais útil do conjunto.
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Duas mandíbulas de mamute são de 200 a 1.200 anos mais velhas que o restante do material datado no sítio, o que sugere que material esquelético de indivíduos mortos havia muito tempo foi recolhido e usado na construção.
Alba Rey-Iglesia e colegas, Quaternary Environments and Humans, 2025
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Parte da parede, portanto, veio de ossada antiga. Alguém percorreu a paisagem juntando material de carcaças que já estavam no chão havia séculos, provavelmente num ponto onde os animais se acumulavam naturalmente.
Daí saem três medidas capazes de estreitar a questão da função.
A primeira é datar cada crânio, e não uma amostra do conjunto. Sessenta e quatro datas separadas dizem se a parede subiu numa temporada só ou se cresceu por etapas, ao longo de gerações, com material recolhido aos poucos.
A segunda é ler a química do chão que ficava dentro do anel. Lipídios, esteróis, fosfato e micromorfologia de solo detectam onde se cozinhou, onde se dormiu e onde se descartou, mesmo sem objeto nenhum preservado.
A terceira é identificar as plantas queimadas. As sementes e o tecido macio recuperados na flotação ainda não têm espécie fechada, e a espécie diz se aquilo era combustível, comida ou forragem.
Falta o mesmo aparato aplicado às três fossas externas. O conteúdo delas separa despensa de lixeira de simples buraco de extração de loess, e a resposta muda o sentido do conjunto.
Fica a assimetria que sustenta o caso. Sabe-se quantos animais entraram na parede, de quantas linhagens vieram, quantos eram fêmeas e que alguns já estavam no chão havia séculos.
O que ninguém tem é o motivo. O anel de 1951 continua onde apareceu, sob o telhado do pavilhão de museu erguido em 1979, e nenhum dos 64 crânios do anel de 2014 diz para que a obra servia.
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